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Análise: Silent Hill Downpour (PS3)

JogamosAnálise: Silent Hill Downpour (PS3)porLuciano Alencastro em 15/04/2012Editar

da Brasileirão Série D: A renomada série da Konami agora está nas mãos da desenvolvedora Vatra Games , que prometeu em 2011 o lançamento do oitavo jogo da série. O… (por Luciano Alencastro em 15/04/2012, via PlayStation Blast)

da casino online pix: A renomada série da Konami agora está nas mãos da desenvolvedora Vatra Games, que prometeu em 2011 o lançamento do oitavo jogo da série. Os ávidos gamers de survival horror mal podiam esperar para adentrar mais uma vez a infame cidade de Silent Hill. Após reviver uma cidade em chamas, ficar perdido na névoa, atravessar espelhos e até mesmo se perder numa nevasca, estava na hora da chuva dar o clima sombrio do jogo. Downpour chegou em março de 2012 com a promessa de trazer de volta os perdidos sustos e o esquecido medo de se jogar videogame. Confira agora se ele cumpriu a promessa.

Por que eu vim parar aqui?

Você está na pele de Murphy Pendleton, um presidiário em transferência não se sabe para onde e nem o porquê. A única certeza é a passagem do ônibus pelos arredores da cidade fantasma e o clichê da série, que mais uma vez se repete: um acidente dá as boas vindas do personagem ao misterioso mundo de Silent Hill.

Após acordar em meio à floresta, Murphy precisa chegar até a cidade (mal sabe ele) para que então possa seguir o seu caminho. Na jornada até lá, ele descobre eventos históricos de Silent Hill e percebe que aquela cidade não é o que se pode chamar exatamente de um ponto turístico. À medida que Pendleton tenta procurar por saídas, ele se depara com documentos oficiais de sua própria prisão, o que o leva a um passeio por dentro de si mesmo e nos dá pistas do real motivo de sua presença ali.

Tensão. Quando a chuva cai, é hora de procurar proteção. Os monstros não só ficam mais fortes no temporal, como também são atraídos por ele. Ufa, finalmente um abrigo! Mas o que é isso? A textura está sumindo e tudo está queimando… Déjà vu? Não. Uma espécie de buraco negro avermelhado está consumindo tudo. Primeiro corre, depois pensa!

Silent Hill não é mais a mesma coisa, mas parece extremamente familiar. É possível reconhecer locais antigos da série através de fotos, documentos e até mesmo os prédios na cidade. Espalhados por toda ela estão casas e apartamentos que não necessariamente fazem parte do seu caminho oficial, mas te oferecem missões extras que te recompensam com munição, armas, health packs e principalmente background da história dos moradores.

No meio do caminho havia uma pedreira

Nossa, que jogo interessante! Parece mesmo reviver o survival horror de Silent Hill. É, até seria, caso não fosse a pedra chamada Vatra. Eu poderia colocar a culpa em vários aspectos do jogo, mas vou pôr na própria desenvolvedora pelo péssimo trabalho feito com uma franquia que já não estava bem das pernas. É mais que frustrante. Além disso, a Testronic Laboratories também tem sua culpa. É impossível não notar as inúmeras falhas na jogabilidade e no visual de Downpour. Por que deixaram passar tanto nos testes?

Entendam bem o que eu estou dizendo. O aspecto visual de Silent Hill Downpour é péssimo. Pode até parecer improvável, mas há pixelização semelhante à do PlayStation 1 no plano de fundo em determinados momentos da passagem por Devil’s Pit. Na Centennial Building eu abri uma porta e vi sua textura continuar lá, mesmo após aberta. Não acreditei e filmei, porém percebi que não fui o único ao achar um vídeo semelhante no youtube. Dá pra atravessar a textura da porta fechada. A finalização dos ambientes é repetitiva e por muitas vezes sem relevo, se assemelhando a um papel de parede do Doom para Windows 98. Isso não é um exagero. E, para fazer os antigos fãs torcerem ainda mais o nariz, a criação dos monstros de Downpour não está mais conectada ao medo interior do protagonista, mas sim aos cenários nos quais ele se encontra.

A mecânica de combate, apesar de ter boas ideias para adicionar tensão, também está muito ruim. Existem vários objetos ao redor que podem ser usados como armas. Eles podem quebrar durante a pancadaria e vão perdendo a força à medida que são usados, fazendo você correr da luta e procurar algo que possa ser usado. Porém, de nada isso adianta se você simplesmente não consegue atacar direito. A movimentação de Murphy é ridícula, quase que débil, e os monstros vêm com tudo. Além disso, diversas vezes você perde sua arma de fogo por nenhum motivo, ela simplesmente desaparece ou você acidentalmente a joga fora ao pegar outro objeto. Em outros momentos, a arma simplesmente não funciona.

Mesmo com munição, o jogo não reconhece o comando de atirar.

Pior do que tudo isso só mesmo o controle do personagem (sério, sobra mais alguma coisa no jogo?). Ao correr da batalha ou do void vermelho que te persegue, você vai ficar preso em esquinas invisíveis que te levarão à morte. Em outros momentos, Murphy poderá não reconhecer o seu comando de sacar a arma, te fazendo abrir o menu para equipá-la e… tarde demais. Esses controles ruins te fazem morrer inúmeras vezes, voltando a um checkpoint muito mal colocado e te forçando a refazer uma seção insuportável toda de novo. Como se não fosse o suficiente, não é raro o jogo travar durante a passagem por um checkpoint, fazendo reload automático algumas vezes antes de te deixar seguir em frente.

Por falar em reload, os loadings do jogo são extremamente irritantes e mal colocados. Após uma cutscene emocionante, a tela inicial aparece com o nome loading e frases aleatórias com dicas sobre o que fazer ficam passando até que você seja colocado no controle do jogo mais uma vez. Não há fluidez nenhuma. Diversas vezes eu cheguei a pensar que tinha apertado algum botão e cortado a cena, de tão abrupta que é a passagem.

A música de Silent Hill não é mais de Akira Yamaoka, mas Daniel Licht cumpre seu papel em criar o clima de tensão nos momentos cruciais. Infelizmente a sincronia labial, as expressões e as falas simplesmente não passam verdade no que tentam mostrar.

Entrar em Silent Hill ou pegar o desvio mais próximo?   Mesmo com todas as falhas irritantes que muitas vezes te impedem de jogar, Silent Hill Downpour conseguiu me prender devido aos bons sustos, à história não tão previsível e às side quests, que estão bem interessantes. Nunca um jogo tão ruim me fez dedicar tanto tempo a ele. Foi uma experiência boa no geral, pois eu estava com saudades de survival horror, e ele cumpre esse requisito, ainda que sem louvor. Sou uma pessoa muito insistente e viciada em troféus. Contudo, não sei se eu me submeteria a um segundo gameplay para platinar o jogo. Honestamente, não indico Silent Hill Downpour para ninguém. Caso você seja bastante paciente e fã da série, ainda assim aconselho que o alugue antes de comprá-lo e decida por si mesmo se vale a pena.
Pontos Positivos Traz de volta a tensão e os sustoscaracterísticos de um survival horror  História bem construída e pouco previsível; Trilha sonora; Sidequests tão interessantes quanto a própria história; Armas se desgastam com o uso. Pontos Negativos Cutscenes sem fluidez; Expressão facial e sincronia com dublagem nãopassam verdade; Texturas repetitivas e de baixa qualidade; Mecânica de combate falha e com bugs excessivos; Monstros baseados no cenário e não no medo dopersonagem; Checkpoints mal colocados; Falhas frequentes no cenário e na sua interaçãocom ele; Falhas constantes na movimentação do personagem; Loadings excessivos muitas vezes tiram a tensãodo jogo; Falhas constantes na resposta do personagem aoscomandos do jogador; Aspecto survival conseguido principalmente através do falho sistema de comandos, e não do nívelde dificuldade.

Silent Hill Downpour – PlayStation 3 – Nota Final : 5.0 Gráficos: 4.0 | Som: 7.0 | Jogabilidade: 4.0 | Diversão: 5.0

Revisão: Alan Murilo ~DestaqueAnálisePS3TweetLuciano Alencastro
Escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.ComentáriosGoogleDisqusFacebook